quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cinema'- "Apenas uma noite" - Massy Tadjedin




Para ser simplório - sem ser leviano - resumo a ideia básica do filme "Apenas uma noite" na máxima de Oscar Wilde: "Pode-se resisitir a tudo, menos a tentação". Ou não.
Michael e Joanna Red formam um casal jovem e bem sucedido de Manhatan. O imobiliário do apartamento fala por eles: modernos, ricos e promissores. Em uma festa na empresa do marido, Joanna - interpretada por Keira Knightely - flagra olhares lascivos do mesmo para uma nova funcionária, personagem de Eva Mendes, quase irresistível. Os dois farão uma viagem de negócios no dia seguinte. Joanna lê essa curta viagem como uma iminente traição. O casal volta da festa, discute, ele jura que nunca prestou atenção na colega. Quis o destino que durante a ausência do marido, Joanna esbarrase nas ruas de Nova Iorque com um ex-namorado parisiense, de passagem pela cidade. O magnetismo entre os dois é latente. O francês a convida para jantar, ela aceita. Pronto. As sortes estão lançadas.
Durante quase uma hora o espectador acompanha, quadro a quadro, os rumos dos acontecimentos dessa noite: na viagem, Eva Mendes usa todos seus artifícios para seduzir Michael: em Manhatan, Joanna é acintosamente assediada pelo ex-namorado francês. O público se identifica com os desdobramentos psicológicos e comportamentais dos personagens, afinal, todos nós já passamos por isso. Não dá para contar o final. Assista e tire suas próprias conclusões. O filme é uma co-produção França/EUA, dirigido pelo estreante Massy Tadjedin.

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