domingo, 7 de agosto de 2011

Livros: "Under their thumb" - Bill German


Lançado há dois meses pela editora Nova Fronteira, "Under their thumb" é obrigatório para os fãs mais ardorosos dos Rolling Stones - o meu caso ; se você apenas "gosta" da banda inglesa é melhor procurar outras leituras. Bill German era mais um garoto do Brooklyn nascido nos anos 1960 fanático pelos Stones; ao perceber erros grotescos sobre o grupo na imprensa especializada e deduzir que as fontes ou os próprios jornalistas não eram muito confiáveis, ele decide criar seu próprio veículo de informação sobre os Rolling Stones, o Fanzine "Beggar`s banquet". Com o dinheiro do próprio bolso, em uma incansável rotina de procurar informação, imprimir material e registrar fotos em uma época muito longe do universo digital, Bill German pode-se considerar um herói da imprensa underground americana. O resultado foi compensador; além de criar laços de "amizade" com Ron Wood e Keith Richards, o Zine foi convertido no "Boletim oficial" do fã Clube dos Rolling Stones por todo o mundo. Até chegar a esse status, muitas pedras rolaram e essa é a história que nos interessa. Infomações preciosas que constam no livro nunca chegaram aos ouvidos da imprensa brasileira; alguém sabia que Bill Wyman esteve inúmeras vezes a ponto de ser "limado" da banda por Mick Jagger nos anos 70? Ou que as gravações na Jamaica e em outros países exóticos tinha mais a ver com a obrigação de fugir das penas fiscais do Tesouro Ingles do que propriamente identificação com a música e a cultura locais? Bill German nos conta como foi difícil para Keith Richards seguir a carreira solo - involuntária - na segunda metade da década de 80. E da facilidade com que Mick Jagger dispensa trabalhar com "amigos" em função de novos desconhecidos endinheirados dispostos a um melhor contrato. Bill German revela a fundo os bastidores da banda, principalmente na época em que a maioria dos stones fixou residência em Nova Iorque. Valioso para os fãs, dispensável aos amadores, "Under their thumb" é fruto de um honestíssimo trabalho do jornalista nova-iorquino, hoje consultor musical de vários periódicos americanos.
Trecho escolhido: "Então percebi como aquilo era estranho. Fazia seis anos desde o dia em que conheci Woody, um bobalhão de 17 anos do lado de fora da festa do Emotional Rescue. Mas agora lá estava eu nos bastidores do show de Stevie Ray Vaughan, avaliado como um confidente dos Rolling Stones - e como alguém que poderia ditar a agenda social de Ron Wood."

3 comentários:

  1. Ce livre devrait être excellente. Mais je pense que l'histoire des Rolling Stones ne peuvent être comptés dans un livre mais une encyclopédie

    Un gros calin Luiz Guilherme de Beaurepaire

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  2. merci,Beaurepaire;that´s just my "french" can say...

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