terça-feira, 12 de julho de 2011

Cinema - "Gainsbourg" de Joann Sfar


Serge Gainsbourg foi um homem "extraordinário"; amou as mulheres que quis - as mais desejadas do seu tempo - e entrou para o hall dos grandes compositores de música popular do século XX. Há quem especule que se fosse inglês, seria tão incensado quanto Dylan ou Cohen. Realizar um filme sobre Gainsbourg é correr riscos; pode-se sublimar demais dramas menores ou minimizar passagens épicas do personagem: depende do olhar, do grau de intimidade e entendimento que se tem com o "mito". O diretor Joann Sfar acertou em não optar por uma cinebiografia linear, ao estilo de outros filmes sobre Ray Charles e Johnny Cash. Cartunista de formação, Sfar introduziu elementos de animação, criando uma atmosfera onírica, mágica, quase em tom de fábula, nos momentos em que Gainsbourg entra em conflito com o sub-consciente. E haja conflitos na alma de Serge, um homem que flertou com diversos estilos musicais - rock, reggae, jazz - sem perder a identidade dentro do que implica a "chanson francesa". Além de um belo filme, "Gainsbourg" também marca a última aparição de Lucy Gordon nas telas de cinema; impecável na interpretação de Jane Birkin, a atriz inglesa se enforcou logo após as filmagens.

2 comentários:

  1. Estou curioso para ver como o diretor tratou este mito da cultura da francesa. pretendo ir ver o filme.

    Um abraço

    do fernando

    ResponderExcluir
  2. Grande Marcio

    Estou passando aqui para pegar algumas dicas, e essa está com cara de ser uma grande pedida.Gainsbourg é a bola da vez. Vou ver.

    Abração e saudades

    L.G.

    ResponderExcluir