sábado, 18 de junho de 2011

Cinema - "Somewhere" de Sofia Coppola



Quarto longa-metragem da carreira de Sofia Coppola, "Somewhere" é uma obra que poderia constar na filmografia de Jim Jarmuch(!) - dada a tamanha a influência do diretor sentida no decorrer da película- referência pouco comentada por Sofia, ela prefere citar Antonioni e Fellini como seus mestres fundamentais. O filme narra a história de Johnny Marco, um ator que passa os dias entre compromissos midiáticos e bebedeiras hedonistas numa suíte do hotel Chermont, ponto badalado das celebridades de Los Angeles. Interpretado por Stephen Dorff,("Cecil B. Demented","I shot Andy Warhol") , o protagonista recebe visitas da única filha, uma pré-adolescente que tenta de todas as formas ganhar a atenção do pai, completamente absorto e entediado com as frivolidades do mundo que o cerca. Entrevistas, fotos promocionais, groupies ensandecidas, paparicos por parte da imprensa, nada parece agradar a Johnny Marco. O filme é uma crítica ao universo glamouroso e superficial que aflige as celebridades, o lado b dos sentimentos escondidos nas frias paredes dos quartos cinco estrelas, na rede líquida das relações humanas baseadas no mundo do espetáculo. Tiro certeiro de Sofia Copolla, se não fosse tão latente a influência de Jim Jarmuch.

4 comentários:

  1. Esse filme é uma merda, mas há quem goste (ai, meu deus, serei censurado!rsrsr), só salva a cena com as loirinhas.
    Tédio quem fica é o telespectador. Saber que é tediosa e superficial a vida de uma celebridade, ó grande novidade...Sem contar a trama inexistente da relação com a filha no filme. O final então, affe... Sofia gastou película (e estética "cool"), poderia ter a aplicado para retratar uma vida mais interessante, mesmo que fictícia, coisa que Jarmuch sabe fazer.

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  2. Tô brincando Júnior, censura não existe nesse blog, e sua opinião é sempre muuuito bem vinda. Gostei do ritmo do filme, da incomunicabilidade do protagonista, apesar da película não aprofundar muito aspecto psicológico dele, menos ainda na relação com a filha. Gosto dos filmes dela, esse foi o que me atraiu com menor intensidade.

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  3. Querido Marcio

    Agradeço a dica.Você me convenceu. Domingo eu verei esse filme.

    Grande abraço

    Luiz Guilherme de Beaurepaire

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