quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Cotidiano - "Festival de cinema do Rio"



O Festival do Rio começou na semana passada com mais de 300 filmes de 60 países distintos. Tem película para todos os gostos! Depois de assistir "Doze jurados e uma sentença" na segunda-feira - uma excelente obra do renomado diretor russo Nikita Mikhalkov - ontem foi a vez de conferir o esperado documentário de Emir Kusturika sobre Maradona: o resultado? Um golaço de placa.
Kusturika "constura" - perdão pelo trocadilho infame - antológicas cenas de seus filmes com imagens reais sobre a vida do jogador argentino. Assim se cria um paralelo entre as trágicas desventuras de seus personagens e a tumultuada biografia do craque portenho. O documentário enfatiza o atual dogmatismo de Maradona pelas "esquerdas" e sua aproximação com Evo Moralez, Hugo Chavez e Fidel Castro - homem pelo qual Maradona "daria a sua vida".
A "Igreja Maradoniana" também tem destaque, com fiéis celebrando os cômicos rituais de iniciação dessa "nova religião". Um dos atores de Kusturika seguiu os passos de Diego pela antiga capital Iuguslova; perguntado como se sentia nos minutos prévios de ser apresentado ao craque, ele respondeu:
- Vesti essa camisa branca hoje...é a primeira vez que vou falar com Deus.
Segundo Kusturika, se Andy Warhol estivesse vivo, certamente pintaria o seu retrato.

3 comentários:

  1. Um adendo: o cara que veste a camisa branca é Stribor Kusturika, filho de Emir e baterista da No Smoking Orchestra.
    Abs!

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  2. E o Manu Chao no final? "Si yo fuera Maradona..."

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