segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Cinema : Série Paul Morrissey


Ao passar o fim de semana revendo alguns clássicos de John Casavettes, decidi escrever sobre o cinema independente Americano. Mais especificamente sobre outro mestre indie: Paul Morrissey. Esse nova-iorquino - formado em literatura pela Fordhan University -tinha apenas 27 anos quando Andy Warhol lhe convidou para projetos experimentais na sua recém inaugurada Factory. Com alguns curtas no currículo , o jovem Morrissey foi mais além em assumir os projetos cinematográficos do estúdio ;ele influenciou Warhol em sua forma de ver cinema. Morrissey também propôs a Factory que “batizasse” uma banda. Escolheu o Velvet Underground e incluiu a Nico como integrante. Ele administrou o Velvet e os projetos visuais de Warhol até 1967; filmes atribuídos ao mestre da Pop-art como “Chelsea Girls” (1966), “My Hustler” (1965), “Imitation of Crist” (1967) e “Bike boy” (1967) , tiveram a supervisão de Morrisey. A partir de “lonesomes cowboys” (1967), o jovem diretor escreveu e dirigiu todos os filmes apresentados por Warhol. É a partir daí que vamos comentar sobre algumas de suas películas. Paul Morrissey seria o equivalente cinematográfico do Velvet Underground; o que Lou Reed escrevia, Morrissey filmava. E filmava sexo. Sexo e heroína. Heroína e alienação. Personagens de uma Nova Iorque que contemplava o glamour e encontrava o lixo, o vício e a auto-destruição. Morrissey trabalhava com atores ocasionais, gente que interpretava na tela a sua própria vida e muitas vezes os nomes dos atores eram os mesmos dos personagens. A câmera hiper-realista serve de lente humana para uma realidade que está fora de controle e que por isso mesmo parece ficção. Os diálogos são largos e seguem sem interrupção o fluxo dos personagens; palavras do próprio Morrissey “Filmes são sobre personalidades.Quanto melhor a personalidade, melhor o filme”. No próximo capítulo, “Trash” de 1970.

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